  |
| |
Kazi
 |
|
kazi é Gerente de Projetos do StudioWeb, tipógrafo amador (bota amador
nisso) e cético profissional...
|
Por
favor,
onde ficam
os livros sobre
Tipografia? |
Na melhor das
hipóteses, essa indagação leva a um indicador que nos aponta a estante
dos livros de "arquitetura e design". Tarefa frustrante, em São Paulo,
é tentar achar boas obras sobre o assunto, uma vez que nós não queremos
saber daqueles livrinhos de figurinhas. Afinal, não estamos atrás
de um catálogo de designs prontos para chupar e vender para o próximo
cliente. Assim, peregrina-se pelas lojas mais mainstream e nada. A
Ática, antes de virar Fnac rendeu 4 ou 5 bons livros, é verdade, e
alguns sebos outros tantos. Mas a saída ainda é a amazon.com, a barnesandnoble.com
e congêneres. So, read on and try not to bust your sorry bank account
off...
|
|
TSCHICHOLD,
Jan.
The New Typography
(Die Neue Typographie: Ein Handbuch für Zeitgemäss Schaffende)
University of California Press, 1987.
Tradução para o inglês de Ruari McLean.
ISBN 0-520-07146-8
|
|
|
O valor histórico
deste livro foi o que me levou a incluí-lo na lista. O pensamento
que deve estar sempre em foco para o leitor é: contexto. Uma vez que
você se situar no contexto do mundo cultural de Jan Tschichold, vai
perdoar algumas das escorregadelas e algumas das besteiras que ele
escreve. E vai começar a entender como é que o gajo pensava. Não,
não estou destruindo o livro, estou apenas desmistificando. Na verdade,
o livro é muito bom -- há algumas considerações fundamentais para
designers e tipógrafos levantadas aqui. Você pode até não concordar
com o que ele diz (eu, ao menos, não concordo com nada do que qualquer
livro diz), mas a função do bom livro é levantar questões, não respondê-las.

|
|
SMEIJERS,
Fred.
Counterpunch: making type in the sixteenth century, designing typefaces
now.
Hyphen Press, Londres, 1996.
ISBN 0-907259-06-5
|
|
|
Imagine o trabalho
de se fazer uma fonte digital: desenhar, corrigir curvas, ajustar
pares de kerning, ajustar a "cor" da fonte nos blocos de texto, preparar
caracteres especiais, ligaturas e versalete, fazer as versões negrito,
itálico e negrito-itálico e tudo isso do corpo 4 até 72... Ei, estamos
falando de fontes de verdade, não daqueles lixos "grunge", "desconstrutivos"
ou o raio de moda que esteja rolando ultimamente. Agora imagine o
trabalho que dá fazer isso em aço. Então some a isso fazer uma peça
(certa) que vai servir para fazer outra peça (invertida), que vai
servir para fazer o molde (certo) que vai servir para fundir o tipo
(invertido, que vai servir para imprimir o caractere, certo)...
Fred Smeijers se fez essa pergunta e foi conferir in loco. As lições
aprendidas estão neste livro, que vale muito mais pelo curioso e pelo
espantoso (isto é incrível!) Livro indicado apenas para tipógrafos
hardcore.

|
|
CAVANAUGH,
Sean.
Digital Type Design Guide: the page designer's guide to working
with type.
Hyden Books, Indianapolis, 1995.
ISBN 1-56830-190-1
|
|
|
Esse livro veio
meio de "troco" num daqueles clubes de compra de livros de design
do tipo "Compre dois títulos por US$9,90 agora e compre mais 6 livros
durante um ano blá, blá, blá..." E foi uma agradável surpresa. Pelo
preço pago, um achado. Cavanaugh pincela uma série de assuntos que
um tipógrafo decente já sabe, mas adiciona algumas dicas interessantes
(um comparativo da tabela ASCII entre Windows e Mac, algumas dicas
de font management) surpreende pela simplicidade das explicações.
Ótimo livro de iniciação -- consegue colocar algumas minhocas na cabeça
do leitor, o que é sempre saudável. Outra atração é o CD com várias
fontes redesenhadas e renomeadas, com expert sets e versal/versalete.
Não são as originais, mas até que foram bem feitas. E você está pagando
por elas, então vai parar de se sentir culpado ao usar aquelas fontes
piratas... Ah, mas você não tem nenhuma fonte que não tenha adquirido,
não é mesmo?

|
|
MCLEAN,
Ruari.
The Thames and Hudson Manual of Typography.
Thames and Hudson Ltd., Londres, 1980 (segunda reimpressão de 1996).
ISBN 0-500-68022-1
|
|
|
Há uma necessidade
de livros em português, é fato. Estive recentemente pesquisando na
Biblioteca Nacional (no Rio de Janeiro) e, nenhuma surpresa, quase
nada traduzido ou escrito por aqui. O Manual do Ruari McLean seria
minha escolha óbvia. É o tipo do livro que eu adotaria como texto
base para uma cadeira de tipografia. Cobre razoavelmente bem todos
os aspectos do "estudo tipográfico" (chamemos assim) e pode ser o
ponto de partida para vôos mais altos (ou mais profundos).
Tem o meu mail no rodapé (acho) então, se alguém aí conhece, mande
títulos em português para esse "famélico" por informações.

|
|
MOYE,
Stephen.
Fontographer, type by design.
MIS Press, Nova Iorque, 1995.
ISBN 1-55828-447-8
|
| |
Se você não faz
a menor idéia de como são feitos tipos digitais, você acaba de encontrar
aquele que pode se tornar seu livro de referência pelos próximos dois
anos, uma vez que não há intenção de se lançar a próxima versão do
Fontographer tão cedo. (assim "ouvi" na typo-l) Dá para começar a
tentar fazer fonte como se deve. Hinting, kerning, you name it. Você
achava que tudo isso era besteira, não? Que type design não devia
ser muito mais difícil daquilo que você faz hoje... Talvez o grande
mérito desse livro seja falar do fim (type design), mas sem descuidar
o meio (Fontographer, o programa), ao contrário do que se lê normalmente
por aí em coisas tipo "Wow Book".
 |
|
FRIEDL,
Friederich; OTT, Nicolaus; STEIN, Bernard.
Typography: an encyclopedic survey of Type Design and techniques
throughout history.
Black dog & Leventhal Publishers, Nova Iorque, 1998.
ISBN 1-57912-023-7
|
|
|
Essa pequena
maravilha de 592 páginas de incontáveis verbetes em inglês, francês
e alemão, concorrendo nas páginas com uma diagramação criativa e plenamento
ilustrada foi a maior pérola que a Ática gerou. As chances de achar
alguma coisa, dois parágrafos que sejam, sobre aquele tipógrafo, designer
ou artista tipográfico cujo nome você anotou correndo sabe-se lá em
que pedaço de papel perdido são grandes. Com alguma sorte, você vai
até ver algum trabalho do fulano. De uma página de 1499 atribuída
a Aldo Manucio ao logotipo do Jurassic Park de Mike Salisbury. Impressione
seus amigos designers com sua cultura tipográfica! Ou chute, como
todo mundo...

|
|

Se você possui alguma informação que possa
complementar ou retificar esse texto, por favor
contribua.
|
|
|