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Famoso pela
elegância de seu alfabeto e por seu "Manuale Tipografico", livro
publicado póstumamente (1813) que reunia todos seus trabalhos. Tipógrafo
do Duque de Parma e conhecido como o Rei dos tipógrafos e Tipógrafo
dos Reis.
Filho de um impressor, Bodoni foi treinado desde cedo nas artes
gráficas. Na sua juventude, viajou para roma e trabalhou
como impressor na "Propaganda Fide". Com o suicídio
de seu mentor e diretor, Bodoni se mudou para a Inglaterra. Em 1767,
após se recuperar de uma doença, foi apontado pelo
Duque de Parma como diretor da "Stamperia Reale" de sua
cidade.O prédio aonde a Stamperia se localizava é
hoje sede do Museu Bodoni.
A qualidade de seus trabalhos transformou Bodoni em uma celebridade.
Ele foi honrado pelo papa e por vários reis europeus, e recebeu
várias pensões, inclusive do próprio Napoleão
Bonaparte.
Em 1798 ele criou a tipologia "Bodoni Book", que provocou
uma revolução na comunidade tipográfica da
época e é usada até hoje.
Bodoni lançou seu "Manuale tipográfico"
em 1788, contendo 291 alfabetos em várias línguas,
como Hebreu, Russo, Grego, Turco, entre outros alfabetos não-latinos.
A segunda edição foi lançada cinco anos depois
de sua morte por sua viúva e continha 373 alfabetos.
Ele era um grande admirador de Baskerville, Didot e Pierre Simon
Furnier.
Seu trabalho ficou conhecido pelo cuidado que Bodoni tinha com suas
publicações (ele preparava sua própria tinta,
fazia seu próprio papel e coordenava todos os processos da
impressão.) Apesar de serem admiradas por sua beleza, suas
obras geralmente possuiam textos equivocados e difícies de
serem lidos.
Seus originais estão no museu Bodoni, em Parma, na Itália.
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